Segundo a escritora Simone de Beauvoir, a vida “é um sistema instável no qual, a cada instante, o equilíbrio se perde e se reconquista: é a inércia que é o sinónimo da morte. Mudar é a lei da vida…”
Cuidar de um idoso, mais do que uma atitude é um acto de amor, respeito e gratidão. Instintivamente somos levados a não aceitar que tal realidade se nos depare, até que esta se impõe. È o anúncio inequívoco do próprio envelhecimento. Mas, se tentarmos, como nos aconselha a escritora Simone de Beauvoir, sair do estado de inércia e questionar a nossa existência, atribuir-lhe outras características, talvez consigamos delinear ou redescobrir novo sentido para a nossa vida. Afinal, o ancião é difusor e guardião da memória social e histórica. O seu papel é essencial na reprodução e transmissão de saber. Portanto temos de saber envelhecer e ajudar os nossos a envelhecer com qualidade.
Então, a atitude face a esta realidade vai determinar a forma como vamos fazer-lhe frente. A inércia bloqueia qualquer hipótese de ajustamento.
Segundo Novaes (1997), envelhecer não é seguir um caminho já traçado, mas pelo contrário, construi-lo permanentemente.
Envelhecer satisfatoriamente dependerá então do delicado equilíbrio entre as limitações e as potencialidades do indivíduo e a facilidade ou não que temos em nos adaptar às consequentes alterações que o tempo provoca.
Há que antecipar, preparar com antecedência, quer ao nível dos próprios idosos, quer ao nível das nossas famílias, formas de organização de tempo, de recursos, reorganização de espaços no domicílio, e tantas vezes redefinição de funções familiares.
Existe uma panóplia de recursos na comunidade capazes de o ajudar a reconstruir um projecto de vida.
A “Nós Por Si” faz parte desse sistema de entidades. Nós podemos ajudar…
Na azafama do dia a dia, mal nos damos conta das alterações que vai tendo o nosso ente querido. Não apresenta sinais de esquecimento, faz a sua vida, nem pede nada, até acha que vem pedindo cada vez menos ajuda para as coisas do dia a dia.
Vive na sua casa, ambiente que conhece há mais de 20 anos, as tarefas caseiras parecem estar a ser feitas como de costume. Não dispensa as visitas ao Centro de Saúde onde deixa o pedido de receituário que mais tarde lhe é devolvido. Parece tudo bem. Mantêm-se a visita semanal para levar os mantimentos mais pesados. Á pergunta costumeira "está tudo bem?"; "precisa de mais alguma coisa?" é sempre devolvido o mesmo sorriso. Sai com a alma em sossego pensando que a vida corre bem.
Um dia, sem anuncio prévio, uma chamada do hospital. Mas como é possivel, porquê. Teve um desmaio na rua.Torna-se necessário ir ao hospital e levar a documentação e a referência dos medicamentos que a mãe está a tomar.
Entra em casa da mãe e logo procura o que necessita. Sabe bem onde procurar, a mãe sempre foi organizada. Mas inexplicávelmente não está no sitio do costume. Obriga-se então a fazer uma procura mais exaustiva, o que o leva a outras descobertas. Comprimidos no chão da cozinha, caixas cheias do mesmo medicamento, outros que não fazem parte da sua lista habitual de medicamentos. Descobre que se acumulam litros de leite, que pelas suas contas já deveriam ter sido consumidos. O mesmo acontece com a mercearia, fruta podre, comida estragada no frigorifico. O que é que se passa, como é que isto me escapou?
Já no hospital depara-se com o médico que o põe ao corrente da intoxicação medicamentosa que a mãe apresenta assim como a desidratação e anemia. Incrédulo, pensou no cenário que encontrou em casa da mãe. A mudança na sua mãe, não foi repentina, como é que ele não se apercebeu?
Esta é sem duvida uma situação tipo, acontece frequentemente e a partir daqui tudo começa a mudar. É o inicio de um percurso que nem sempre se constroi a pensar no idoso, mas na disponibilidade familiar, nas possibilidades financeiras. A ajuda profissional nesta fase é crucial, pois poderá consoante análise de todos os factores, incluindo todos os interessados, encontrar soluções equilibradas, viáveis que respeitem a vontade e dignidade do idoso e a disponibilidade e privacidade da familia.
SE
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Email: nos.por.si.geriatria@gmail.com
Telefone: 911 108 891
Veja os Serviços disponiveis:
1. Sumário Executivo
Nome
Nós Por Si - Consultoria Geriátrica
Natureza Jurídica
Profissional Liberal
Natureza do serviço
Consultoria e Formação
Contacto
Lúcia Monteiro - Licenciada em Serviço Social
Telefone: 911 108 891
email: nos.por.si.geriatria@gmail.com
Destinatários
Indivíduos com mais idade e/ou Famílias:
Entidades:
Área de intervenção
Distrito de Lisboa
Horário de funcionamento
De segunda a sexta 9H às 17H. Existe, no entanto, abertura e flexibilidade para outros horários desde que haja marcação prévia
2. Missão
O serviço de consultoria geriátrica tem como fim promover a prestação de serviços de encaminhamento profissional individualizados e personalizados a indivíduos e famílias quando, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, não possam assegurar, temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas e ou as actividades da vida diária. Neste âmbito, prossegue os seguintes objectivos:
Objectivos Gerais:
Objectivos Específicos:
3. Metodologia
4. Serviços disponíveis
5. Inovação
6. Fundamentação
É necessário assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Regra geral, quem cuida do idoso dependente são os filhos. Dependendo do estado de autonomia em que se encontra o idoso, a tarefa do cuidador pode ser muito dificil. É natural que sentimentos de angustia e desorientação começem a surgir.
É natural que as dúvidas sobre o futuro proximo sejam frequêntes. Assim, como filhos, sentem a sobrecarga de assumir tudo sozinhos .
Proceder a mudanças de ritmos de vida e prioridades, reorganizar papéis familiares, conciliar a necessidade com a vontade não está ao alcance de todos.
Muitas vezes, principalmente quando há mais do que um filho, as decisões podem não ser consensuais quanto ao futuro dos anciãos. Estes terão certamente espectativas e desejos que querem ver realizados.
Estimular canais de comunicação entre os membros, pode constituir-se como uma estratégia válida para fomentar a responsabilização e autonomia de cada actor, contribuindo para uma postura de maior abertura e compreensão. Por outro lado este pode também ser o momento em que espreita a crispação de vontades e a não tão rara ruptura que divide famílias.
Quando se chega ao impasse, a família porque está afectivamente envolvida, não consegue por si só encontrar saídas, admitindo que necessita de ajuda externa.
Com a actual diversidade de oferta de Empresas, Residenciais, Lares, Associações, etc. Pode colocar-se a dúvida na hora de decidir.
Como encontrar tempo para contactos, visitas, burocracias? Como saber equacionar custo/qualidade de serviços? Como saber qual a solução mais adequada?
A nossa proposta passa pela prestação de serviços de apoio e encaminhamento profissional individualizados e personalizados a indivíduos e famílias, como um caminho viável que Salvaguarda os interesses de ambas as partes.
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